quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Disseram que o valor de troca pode ser humano.
Um preço especial foi estipulado.
Disseram que o valor de troca pode ser humano.
Não ficaremos com medo?
Não.
Estamos no tempo do lucro!
Os seres humanos estão vendendo tudo!
Na cesta básica estão produtos dos mais variados.
Amor, felicidade, distrações, filhos, desejos.
Tudo feito para durar pouco.
Essa é a lógica do consuma-se enquanto há tempo.
Ninguém vai querer perder a junventude e a beleza.
Caros, mais indispensáveis.
Neste mundo de alegorias.
Onde tudo é feito para acabar-se.
Nada escapa a idéia do...
Antes eles do que eu.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Ventando
Em um espaço lento deixo irem meus pés.
Ventando
As coisas boas vindo.
Voltando
Sem querer voltar a ser.
Acredito que posso seguir.
Não mais espero a luz encantada.
O mistério.
Sei que as coisas são feitas de escolhas e que cabe muito mais a mim.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
O abandono
Te esqueceram naquele dia
A casa em festa e a rua pálida de espanto
Teus sapatos trocados e uma desculpa tola
O abraço partido que te deram e que nunca mais uniram
Eles se foram,
- As pessoas se vão!
Primeira lição aprendida
E repetida... repetida... repetida
Tal refrão ruim
Pegajoso.
E tu ficaste
E tu ficaste preso
E tu ficaste
E tu ficaste amando
E tu ficaste
E tu ficaste pequeno
Suportando a lembrança
Dançando com a solidão
Aprendendo a não esperar
quinta-feira, 30 de junho de 2011
E vou me perder, eu sei.
E vou me perder, eu sei.
A rua suspeitando meu intento
Deixa-se ser, suave aos meus pés de vento.
E mesmo que me chamem não vou me virar.
Seguir é mais doce do que qualquer veneno
Eu sei.
Ainda que eu siga algo continuará me seguindo.
Sou eu
Sempre me buscando.
Eu vou me perder, eu sei!
Está noite nem a lua saberá onde andei vagando meus delirios
Seguindo e seguindo
Assim vou achar ou perder meu caminho.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Entre as mãos e o infinito.
Minha boca escarninha.
Violenta os sorrisos que não deveriam nascer.
Prova a pólvora
Arrisca o segredo.
Espia.
Com olhos de anseio.
Um instante de nada
Um amanhecer de papel
Cuspo o veneno falso que Julieta bebeu!
Não era amor, era preciso dizer.
Suave as coisas se desfazem
Contra o peso do corpo
Contra a rua de piche.
Agüento
Mortalha de carne
Que sofre e carrega
O peso do intangível.
O mistério do desejo quando se sabe finito.
A dança frenética da paixão.
O frio medonho do medo.
A imensidão das coisas
Que eu sei agora, pequena e cansada
Não posso tocar tudo.
Nem posso querer nada.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Pelo caminho das casas abandonadas
Pelo caminho as coisas são tortas.
As horas(já mortas) me trazem seu sinos.
Vou a passos lentos e sinto o vento mansinho, serpeando em minhas costas.
Pelo caminho das casas abandonadas, olho com horror as portas fechadas.
O que me guardam estes interiores?
Vou com o cheiro das flores apagando a ferida marcada.
Faz tempo que este caminho voltava meus pés.
Mas no coração de seu centro temiam meus olhos medrosos.
-Pois tudo que fica será um dia inevitavelmente reencontrado.
Reclamava o coração que tudo aposta.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
No final das contas tudo se resume a quanto você consegue levar uma vida "normal".
No final das contas tudo se resume a quanto você consegue levar uma vida "normal".
Se consegue levantar pela manhã e trabalhar e se consegue fazer alguns planos.
Não importa que pela sua cabeça passe pensamentos dos mais paranóicos, geniais ou amorosos... Ninguém quer saber o que se passa dentro de você.
Eles nos querem ocupados, seguindo a vida como, dizem, se deve seguir.
Nada mais lhes importa.
Então para ser aceito (respeitado) e não julgado, invadido e analisado por todos, é simples... Tente ser o mais idiotamente cidadão comum.
Deixe suas idéias para os firmes e bons de coração.
A maioria das pessoas não merece a infinidade de coisas que você sente ou pensa.
Ou não está preparada para entender.
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